Em suas criações, Jeff Alan constrói uma narrativa visual que dá protagonismo às histórias e aos rostos de moradores de sua comunidade.
A mostra reúne 50 obras do artista visual pernambucano Jeff Alan. Elas exploram memória, identidade e pertencimento e revelam um universo criativo construído a partir de vivências, afetos e referências de seu território. Isto é marcado por cores vibrantes e pela presença de personagens do cotidiano do artista. Bruno Albertin é o curador da mostra e, junto com o artista, estará na abertura da exposição. Ela ocupará o salão principal do Espaço Cultural e haverá recurso de audiodescrição por meio de placas com QR Code.
Além disso, a programação inclui duas visitas guiadas e uma oficina de dois dias com o artista. Em suas criações, Alan Constrói uma narrativa visual dando protagonismo às histórias e aos rostos de moradores de sua comunidade. Além disso, transforma vivências cotidianas em potência estética. O trabalho dele tem base na construção de memória e pela valorização de territórios historicamente invisibilizados.
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Permanência da origem urbana na base estrutural da linguagem artística
O artista nasceu e se criou no bairro do Barro, Zona Oeste do Recife e iniciou a trajetória no grafite. Essa origem urbana permanece como base estrutural da linguagem dele. Atualmente, esta linguagem é desenvolvida em telas de formatos variados, com forte presença da figura humana. Além disso, os contrastes cromáticos intensos e saturação marcante, confirmam essa estética. A pintura combina elementos do realismo contemporâneo com referências de arte urbana. Por isto, o resultado são imagens diretas, expressivas e emocionalmente densas.
A arte de Jeff Alan propõe diálogo direto com suas raízes e identidade. “Quero que as pessoas se vejam nas minhas obras, sintam que pertencem a esses espaços que muitas vezes nos excluem. Cada retrato, cada cor, cada detalhe é um reflexo da minha vida, da minha família e da comunidade que amo“, pontua o artista. Portanto, nessa crença, o artista apresenta 22 obras inéditas em Brasília.
Visita guiada
Para uma imersão ainda mais completa na exposição, serão oferecidas duas visitas mediadas pelo curador , Bruno Albertim. A iniciativa é uma oportunidade para conhecer e compreender o universo conceitual e referencial das obras que compõem a mostra. Durante os encontros, o curador abordará os eixos teóricos que atravessam a exposição. São eles a memória, a representação, a identidade e as disputas simbólicas em torno da imagem no contexto brasileiro. Ao propor um espaço de reflexão e diálogo com o público, as visitas ampliam a experiência expositiva. Isto aprofunda a leitura crítica da produção de Jeff Alan e sua relevância no debate contemporâneo sobre arte e sociedade.
Oficina
O artista promove a oficina “Pintura Mural“, com 12 vagas disponíveis. Os participantes acompanharão de maneira próxima e detalhada o processo criativo do artista. Desde a elaboração inicial da imagem até o desenvolvimento técnico, com a aplicação do grafite, a construção de luz e sombra e a definição da composição final. Ao longo da atividade, serão compartilhadas referências, escolhas estéticas, uso expressivo da cor, construção da narrativa visual. Além disso, os participantes experimentarão a relação entre pintura, identidade e território. Para se inscrever, clique aqui.
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Informações Comigo Ninguém Pode
Local: CAIXA Cultural Brasília – SBS Quadra 04, Lotes 03/04
Data: de 03 de março a 31 de maio • Terça a Domingo – 9h às 21h
Entrada: Gratuita
Classificação Indicativa: Livre




