Museu Nacional da República, em Brasília, recebe simultaneamente duas mostras produzidas pela Fundação Bienal de São Paulo.
O Museu Nacional da República acolhe Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática. Esta é uma itinerância da 36ª Bienal de São Paulo. Bonaventure Soh Bejeng Ndikung é o curador e André Pitol, o co-curador. Além disso, haverá também a (RE)INVENÇÃO, itinerância da participação brasileira na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura de Veneza. A curadoria dessa segunda exposição cabe a Luciana Saboia, Eder Alencar e Matheus Seco. O SescDF apresenta o programa educativo de ambas as exposições, com suas práticas de mediação e visitas em grupo.
Oscar Niemeyer projetou o Museu Nacional da República e o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, ambos, portanto, compartilham a genealogia arquitetônica. O diálogo entre as obras e esse território vocacionado para o encontro entre arte e público se intensifica. Isto porque os dois projetos da Fundação ocupam o museu ao mesmo tempo.
“Um gesto que reflete o entendimento de que o trabalho não se encerra no Pavilhão Ciccillo Matarazo nem no Pavilhão do Brasil em Veneza. Ele continua a se desdobrar quando chega a outros públicos, em outros contextos. A 36ª Bienal de São Paulo e a exposição (RE)INVENÇÃO, embora projetos distintos, compartilham a mesma pergunta: como a arte e a arquitetura podem ser instrumentos de leitura do mundo e de construção de futuros possíveis? Brasília, com sua própria história de utopia construída, é um lugar particularmente potente para receber esse questionamento”, reflete Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo.
– Continua Depois Da Publicidade –
Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
O Museu Nacional da República recebe, pela terceira vez, um recorte da maior exposição de arte contemporânea do Hemisfério Sul. Esta mostra reuniu quase 800 mil visitantes no Pavilhão paulista entre setembro de 2025 e janeiro de 2026. A capital federal havia recebido itinerâncias da 33ª Bienal em 2019 e da 35ª Bienal em 2024. Isto consolidou uma trajetória importante de Brasília no circuito de arte contemporânea brasileiro.
As mostras itinerantes acontecem de forma programática desde 2011 e são uma extensão fundamental da Bienal paulista. Elas fazem com que as obras e os debates apresentados no Pavilhão Ciccillo Matarazzo se reconfigurem em diálogos com contextos locais diversos. Isto ativa outras leituras e relações com públicos. Na 36ª edição, esse movimento percorrerá mais de dez cidades brasileiras e estrangeiras ao longo de 2026. A inspiração vem do poema Da calma e do silêncio, de Conceição Evaristo e tem como um de seus principais fundamentos a escuta ativa da humanidade. Ela está em constante deslcamento, encontro e negociação.
Participação brasileira na 19ª Mostra Internacional de Arquitetura Veneziana.
O Museu Nacional da República recebe ainda a itinerância de (RE)INVENÇÃO, exposição representante do Brasil na mostra La Biennale di Venezia. É a primeira vez que uma participação nacional na Bienal de Veneza de Arquitetura realiza uma itinerância no Brasil. Ela propõe um debate sobre tradição e inventividade a partir do existente. Parte da premissa de ressignificação da noção de infraestrutura como modo de habitar e como sistema. Isto é: um todo organizado compondo suas partes na busca por equilíbrio entre cultura e natureza. A coexistência presente na ancestralidade do território amazônico inspira um olhar para estratégias projetuais. Elas configuram a arte de aplicar com eficácia os recursos de que se dispõe.
– Continua Depois Da Publicidade –
Informações Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
Local: Museu Nacional da República – Eixo Monumental, Setor Cultural Sul
Visitação: Até 31 de maio • terças a domingos – 9h às 18h30
Classificação Indicativa: Livre
Entrada Gratuita




