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Cena Digital: 4ª Residência Meu Lugar chega a Brasília

Local:
SESI Lab
Encontro Pretende Discutir e Trazer Novas Tecnologias Para o Mundo das Artes Cênicas

Criar conexões entre a cena local e as inovações globais é o objetivo da mostra Meu Lugar, que acontece no SESI Lab e tem programação gratuita e imersiva.

Realizado pelo Núcleo de Pesquisa da Cena – ATOL, com o apoio do SESI Lab e patrocínio do FAC/DF. o projeto se consolida como uma das mais relevantes pontes entre a produção do Centro-Oeste e as tendências de vanguarda no cenário das artes. Após três edições de sucesso, que conectaram profissionais de nove estados brasileiros, a residência dá um salto qualitativo. Faz isso ao oferecer um mergulho profundo em ferramentas como programação criativa, coreocinegrafia, dança 3D, audiovisual expandido, vídeo 360º e afrotuturismo.

O objetivo é claro: democratizar o acesso à profissionalização, fomentar a inovação na cena local e criar pontes duradouras entre interessados em arte e tecnologia. Os exemplos são Tecnologia da Informação, vídeo 360º, realidade virtual, metaverso, IA e programação. Além disso, linguagens e territórios serão também abrangidos. Juana Rondon assina a direção geral do projeto e Bárbara Campos, a coordenação de produção.

Programação como coração formativo da residência

Neste contexto, a programação se destaca como o coração formativo da residência. Isto porque oferece imersões em temas como coreocinegrafia, dança 3D, programação criativa, dramaturgia imersiva, audiovisual expandido e afrofuturismo. São 20 vagas por oficina e a iniciativa busca capacitar uma geração de criadores. Eles atuarão na confluência entre palco, tela e algoritmos. Além disso, promoverão o acesso democrático a ferramentas de ponta e fortalecerão a cena local em diálogo com tendências globais.

As atividades são voltadas para estudantes e pesquisadores dos campos das artes e da tecnologia que desejam experimentar novas possibilidades de criação. As inscrições estão abertas e devem ser feitas exclusivamente no perfil oficial do projeto no Instagram: @nucleodepesquisadacena. Além das oficinas, o projeto promoverá encontros criativos fechados para os participantes. Estes serão voltados ao compartilhamento de saberes e à continuidade dos processos iniciados. Já as sete palestras serão abertas ao público, com limite de 60 interessados por sessão.

Confira a programação completa

Coreocinegrafia – Jorge Garcia (SP)

De 2 a 4 de abril – 15h às 18h

Com mais de três décadas de trajetória, Jorge Garcia é um dos nomes mais expressivos da dança contemporânea brasileira. Iniciou sua carreira em Recife (1991), integrou o Balé da Cidade de São Paulo e fundou sua própria companhia em 2005. Premiado com o APCA 2021 pelo vídeo Janela 43, colaborou com diretores como Hector Babenco (filme Carandiru) e Heitor Dhalia (filme ANNA).

A oficina propõe uma imersão na coreocinegrafia, campo que intersecciona dança, performance e cinema ao vivo. Os participantes investigarão o corpo como operador e objeto da imagem, utilizando captação e transmissão em tempo real para criar novas dramaturgias visuais.

Palestra com Jorge Garcia, dia 4 de abril – 10h

Introdução à Programação Através da Dança – Iara Izidoro (PE)

De 10 a 15 de abril – 14h às 17h30

Performer e coreógrafa recifense, Iara Izidoro dedica-se à integração de linguagens artísticas, investigando o diálogo entre matéria e corpo como constituição de presença.

A oficina articula corpo, tecnologia e criação artística. A partir da exploração corporal, as participantes desenvolverão instrumentos digitais de música e dança, integrando eletrônica básica e programação. A proposta é compreender os algoritmos como linguagem criativa.

Palestra com Iara Izidoro, dia 11 de abril – 10h

Encontro Criativo 1, dia 18 de abril – 10h às 12h

Corpo Digital – Diego Mac (RS)

Dias 1º, 2 e 3 de maio, sexta – 10h às 12h • sábado – 10h às 12h e 14h às 17h • domingo – 10h às 12h

Diego Mac é diretor de dança, videoartista e artista 3D, doutorando em Artes Cênicas (UFRGS). Suas obras participaram de mais de 30 eventos internacionais (Canadá, EUA, Itália, Japão, Alemanha) e integraram festivais como FILE e a Bienal de Arte Digital. Recebeu o Prêmio Açorianos de Dança 2022 como Personalidade do Ano e o Prêmio Trajetórias Culturais.

A oficina-laboratório compartilha técnicas de dança 3D desenvolvidas por Diego, utilizando o software Blender. Os participantes trabalharão com amostras de motion capture para criar peças digitais de dança 3D, orientadas por uma estética comum e distribuídas em redes de arte digital baseadas em blockchain.

Palestra com Diego Mac, dia 2 de maio, a partir das 10h

Tecnologia ancestral e afrofuturismo: caminhos cosmoperceptivos da diáspora negra sobre (re)existência na contemporaneidade – Ifádámiláre Ọ̀jẹ̀yímiká (Louise)

Dias 8 e 9 de maio, quarta e quinta – 14h às 17h

Ifádámiláre Ọ̀jẹ̀yímiká (Louise) é Mestra em Dança pela UFBA, arte-educadora e pesquisadora. Seu trabalho é focado nas cosmologias africanas e danças da diáspora negra, atuando com oficinas, palestras e publicações acadêmicas no Brasil e no exterior.

Palestra com Ifádámiláre Ọ̀jẹ̀yímiká (Louise) + Encontro Criativo 2, dia 16 de maio, a partir das 10h

Audiovisual Expandido – Jair Molina (SP)

De 19 a 22 de maio – 14h30 às 17h

Jair Molina é realizador audiovisual, mestre em Meios e Processos Audiovisuais (ECA-USP), diretor da Okra Filmes e idealizador do festival Cine-Cicletada. Professor na UEMG e pesquisador do LabArteMídia, é autor de Cinema ao Vivo e Experiências Audiovisuais em Tempo Real (2024). Molina colaboração com o dramaturgo Zé Celso Martinez Corrêa e o Teatro Oficina Uzyna como em Cacilda!, Cypriano e Chan-ta-lan.

A oficina propõe um mergulho no audiovisual expandido, explorando suas relações com artes visuais, cinema, teatro e dança. Os participantes desenvolverão maquetes e experimentos de projeção, investigando dimensões narrativas e estéticas que ultrapassam os limites da tela.

Palestra com Jair Molina, dia 23 de maio – 10h

Dramaturgia Imersiva – Juana Rondon (DF)

De 27 a 29 de maio – 14h às 17h

Juana Rondon é mestre em Dança (UFBA), diretora do Núcleo de Pesquisa da Cena – KOH e autora do livro O Olhar na Dança (2020). Dirigiu os espetáculos A Travessia – Uma Realidade Ficcional (com participações internacionais na Grécia e Espanha) e FIM (estreia no CCBB Brasília em 2025). Desde 2023, pesquisa e cria com Realidade Virtual.

A oficina oferece uma introdução prática às dramaturgias para vídeo 360°. Os participantes experimentarão a construção de narrativas em ambientes circulares e imersivos, culminando na gravação coletiva de um experimento audiovisual em 360°.

Palestra + Encontro Criativo 3 com Juana Rondon, dia 30 de maio – 10h

Informações Cena Digital: 4ª Residência MEU LUGAR

Local: SESI Lab Brasília
Entrada Franca

Cristovam Freitas

Meu nome é Cristovam Freitas. Brasileiro, sexagenário, aficcionado por literatura, cinema e principalmente teatro. Tutor de caninos e felinos. Morando em Brasília, mas com o coração enterrado no Rio de Janeiro.

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