Montagem do Grupo Liquidificador traz o romance de Mary Shelley para os nossos dias, explora a Inteligência Artificial e debate sobre o que nos torna humanos.
Pense no nome Frankenstein e veja quantas imagens vem à sua mente. Essa concepção popular do monstro de Frankenstein vem menos do romance original de Mary Shelley, lançado em 1818, e mais dos filmes icônicos produzidos para o cinema. No teatro Frankenstein deve ter aparecido em milhares de produções, como a montagem do Grupo Liquidificador, que traz esse personagem para o presente e inclui a IA nesse diálogo.
Inspirado nessa obra icônica, a encenação se afasta das versões consagradas pelo cinema e se aproxima do espírito original da autora. Mais do que recontar a história, o espetáculo propõe um diálogo entre Shelley e o presente, e entre a própria autora e sua Criatura. Em cena, Mary Shelley apresenta ao público os temas do clássico, mas é confrontada por seu monstro.
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Frankenstein, de Mary Shelley leva o laboratório para o palco
A montagem aposta em cenas não realistas, combina trilha sonora, cenário e iluminação para transformar o palco em um laboratório ficcional. O resultado mistura aventura, comédia, drama, horror e ficção científica. O espetáculo oferece uma experiência que brinca com as convenções do teatro contemporâneo e envolve o público de forma surpreendente.
A dramaturgia de Fernando de Carvalho constrói dois mitos: a criatura feita de fragmentos de corpos e a jovem autora que, aos 18 anos, criou um novo gênero literário. Em cena, Ana Quintas e Larissa Souza ultrapassam as fronteiras entre criadora e criatura. A peça teatral mostra Mary Shelley como autora, personagem e parte do mito que inventou.
Para a diretora Fernanda Alpino, o espetáculo também reflete sobre nosso presente tecnológico, questionando os perigos de transferir decisões, pensamentos e relações para máquinas e inteligências artificiais. Além disso, não esquece de brincar com a presença de Frankenstein na nossa cultura pop. Porém, apesar da criatura ser conhecida, poucos conhecem a autora Mary Shelley, uma mulher visionária e extremamente atual.
Sinopse
Mary Shelley viaja no tempo com a missão urgente de combater uma seita, O Prometheísmo – A Tal Jogada de Marketing. A Inteligência Artificial. Para isso ela vai apresentar ao público seu projeto Frankenstein e dar vida a sua criatura mais famosa. O encontro com a Criatura revela dilemas carregados através dos tempos e das adaptações, e a criadora precisa assumir sua responsabilidade e assim refletir a sua própria natureza. Confrontada com a noção de Inteligência Artificial, a Criatura se defende. Ela, sim, tem carne, osso, memória, sente solidão e amor. Ela é artificial, inteligente e viva.
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Informações Frankenstein, de Mary Shelley – Grupo Liquidificador
Local: CCBB Brasília
Data: 26 de março a 19 de abril
Sessões: Quinta a domingo – 19h
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 100 minutos
Ingressos: R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia) – Compre Aqui




