“Cinco Vezes Marilyn” entrevista cinco atrizes brasileiras que levaram a história do “mito de Holywood” para os palcos.
A Rádio Cultura FM (103,3 MHz) apresenta a série especial Cinco Vezes Marilyn para celebrar o centenário de nascimento de Norma Jeane Mortensen, eternizada como Marilyn Monroe. A produção dá voz a cinco atrizes brasileiras que materializaram a diva do Séc. XX em montagens teatrais. São elas: Tainá Müller, Ana Sant’Anna, Amanda Acosta, Taryn Szpilman e Simone Spoladore. O projeto destaca aspectos da carreira e da biografia da atriz, que nasceu a 1º de junho de 1926, em Los Angeles. A estrela deixou o mundo aos 36 anos e personificou o glamour hollywwodiano dos anos 1950.
Ela atraiu multidões ao cinema, com papéis em diversos filmes. Dentre eles Os Homens Preferem as Loiras, O Pecado Mora ao Lado e Quanto Mais Quente Melhor. Eternizou-se como ícone pop pelas tintas do artista estadunidense Andy Warhol e foi uma mulher de desafios pessoais. Enfrentou problemas emocionais e relacionamentos tumultuados, tornando-se ainda mais humana e, paradoxalmente, mais admirada.
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Revelação de aspectos menos conhecidos da carreira da atriz
A série de entrevistas revela aspectos menos conhecidos na carreira da atriz. Como o desejo de interpretar personagens densos no cinema e se livrar do estigma de “loira burra”. Cansada de papéis limitados, ela criou a própria produtora, a Marilyn Monroe Productions, em 1955. Culta e politizada, posicionou-se de forma pioneira na indústria de celebridades contra o machismo e o racismo. Isto ela usava em contraponto ao estereótipo difundido pela imprensa da época.
As intérpretes de Marilyn
A estreia da série será com a gaúcha Tainá Müller, apresentadora do “Café Filosófico“, na TV Cultura. Ela interpretou Marilyn Monroe na peça Os Desajustados, de Luciana Pessanha, em 2019. Daniel Dantas dirigiu o espetáculo e ele foca na intimidade e nas contradições da estrela. “A beleza da Marilyn é do tamanho da tragédia dela. Por isto, ela se tornou um mito: são duas faces muito contrastantes e ela foi devorada pelo sistema patriarcal“, afirma Tainá.
No dia seguinte, a paulista Anna Sant’Anna, protagonista do espetáculo Marilyn por Trás do Espelho, vecedor de dois prêmios Cenym. Daniel Dias foi o dramaturgo e Ana Isabel Augusto a diretora. Ela representa as histórias menos conhecidas de Norma Jeane Mortenson: os desavios pessoais, os desejos e as fraquezas. “A Marilyn era uma mulher muito forte e ela lutou muito para conseguir seu espaço. Muito inteligente e de muita fibra, todavia muito vulnerável“, explica.
Depois é a vez da paulistana Amanda Acosta falar sobre o perfil poético de Marilyn Monroe. A atriz interpretou a musa na peça Insignificância, de Terry Johnson. A trama aborda as consequências da fama, num hipotético encontro entre a estrela, Albert Eintein, o senador Joe McCarthy e o jogador de beisebol Joe Dimaggio, com quem foi casada. “Eu tive acesso ao livro ‘Fragmentos’, com poemas e cartas que nos aproximam do íntimo da diva, mostrando as fragilidades e dúvidas“, afirma a atriz.
Na sequência, a atriz e cantora carioca Taryn Szpilman aborda a participação da atriz estadunidense nos musicais hollywoodianos da década de 1950. Ela também fala da aproximação da estrela com personagens do jazz, como a cantora Ella Fitgerald. A atriz vive a homenageada no espetáculo Luz & Sombras, destacando a dualidade da personagem. “Ela tinha uma força enorme, mas aera ao mesmo tempo emocionalmente frágil e instável“, pontua.
Por fim, a atriz paranaense Simone Spoladore foca na permanência do mito Marilyn e na atuação da artista diante das câmeras. “Ela tinha um jeito único de interpretar, um talento intuitivo e natural. O jeito que usava a máscara fácil era muito exclusivo“, afirma. A atriz interpretou a personagem inspirada em Monroe na peça Depois da Queda, de Artur Miller, com direção de Felipe Vidal.
Informações Cinco Vezes Marilyn
Local: Rádio Cultura FM (103,3 MHz)
Data: de 1º a 5 de junho, às 11h, no programa Estação Cultura
Classificação Indicativa: Livre




