Nessa disputa entre Divindade e Ateísmo, a peça mistura sonho com realidade e humor, tendo como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial.
“Freud e o Visitante” se passa em Viena, em março de 1938, quando os alemães invadem a Áustria e perseguem os judeus. A princesa Marie Bonaparte e o cônsul americano negociam a partida de Sigmund Freud, aos 82 anos. Todavia, o pai da psicanálise resiste em partir. Quando Anna, filha dele, é presa para interrogatório, a história toma outro rumo. É neste dia que ele recebe uma visita estranha.
A história se passa no consultório de Freud, com o uso de objetos específicos. Eles reproduzem fielmente o ambiente, a cadeira, um divã e o tapete persa. “O desconhecido que encontra Freud vai atingindo várias personalidades ao longo da narrativa. Pode ser um louco que fugiu do hospício, um homem que assedia Anna no parque, uma manifestação do inconsciente ou, quem sabe, Deus. Afinal, seria mais fácil se ele não fosse ateu“, conta o diretor Eduardo Tolentino.
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A peça trata do paradoxo religioso para o pai da psicanálise
“Freud tem frases fortes e provocantes ‘Deus é uma hipótese inútil, se ele é onipotente, ele é mau’. Chega até a dizer que a religião é uma neurose coletiva. Ele era judeu, mas não no sentido religioso, somente no cultural. Também era um ateu convicto e expurga tudo no choque de ideias com o Desconhecido”, enfatiza Brian Penido Ross, intérprete do psicanalista.
Em contrapartida, o visitante culpa o orgulho dos homens pelas mazelas do mundo em função do livre arbítrio. “Ele diz que o homem se tornou o senhor absoluto da natureza, que ele degrada; da política, onde o autoritarismo prevalece“, pontua o diretor.
Segundo ele, há várias camadas no texto.
“É um espetáculo com uma possibilidade de comunicação ampla. Mexe com questões comuns. Vivemos num tempo de guerra, mesmo não estando perto do conflito, recebemos informações toda hora sobre ela e a peça retrata a questão. ‘Qual o momento que você percebe as coisas acontecendo? Mesmo Freud, um proeminente da época, não se deu conta do que estava ocorrendo. A peça é uma metáfora, uma situação que poderia ser iminente, hoje está na história, se não prestar atenção, acontece de novo“.
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Ficha Técnica
Texto: Eric-Emmanuel Schmitt
Direção: Eduardo Tolentino de Araujo
Elenco: Adriano Bedin (Nazista), Anna Cecília Junqueira (Anna Freud), Brian Penido Ross (Freud), Bruno Barchesi (Visitante)
Trilha Sonora: Paulo Marcos
Desenho de Luz: Wagner Pinto
Assistente de Iluminação: Gabriel Greghi
Fotografias: Ronaldo Gutierrez
Design Gráfico: Mau Machado
Produção em Brasília: DECA Produções
Assessoria de Imprensa em Brasília: Território Comunicação
Patrocínio Local: BRASAL
Informações Freud e o Visitante
Local: Teatro UNIP – SGAS 913
Data: 16 e 17 de maio • sábado – 17h30 e 20h • domingo – 17h e 19h30
Duração: 80 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos
Ingresso: Compre Aqui




